sábado, 2 de maio de 2009
Miguel de Unamuno - "a dor como caminho para a consciência de si"
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Rainer Maria Rilke - citação
Rilke (Maio de 1926)
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terça-feira, 21 de abril de 2009
I. Kant - citação
De mim não aprendereis filosofia, mas antes como filosofar, não aprendereis pensamentos para repetir, mas antes como pensar.Epicteto - citação
sábado, 11 de abril de 2009
Lord Byron - "Eutanásia"
Quando o tempo me houver trazido esse momento,Do dormir, sem sonhar que, extremo, nos invade,
Em meu leito de morte ondule,
Esquecimento,
De teu subtil adejo a langue suavidade!
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Não quero ver ninguém ao pé de mim carpindo,
Herdeiros, espreitando o meu supremo anseio;
Mulher, que, por decoro, o coma desparzindo,
Sinta ou finja que a dor lhe estará rasgando o seio.
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Desejo ir em silêncio ao fúnebre jazigo,
Sem luto oficial, sem préstito faustoso.
Receio a placidez quebrar de um peito amigo,
Ou furtar-lhe, sequer, um breve espaço ao gozo.
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Só amor logrará (se nobre à dor se esquive,
E consiga, no lance, inúteis ais calar),
No que se vai finar, na que lhe sobrevive,
Pela vez derradeira, o seu poder mostrar.
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Feliz se essas feições, gentis, sempre serenas,
Contemplasse, até vir a triste despedida!
Esquecendo talvez, as infligidas penas,
Pudera a própria Dor sorrir-te, alma querida.
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Ah! Se o alento vital se nos afrouxa, inerte,
A mulher para nós contrai o coração!
Iludem-nos na vida as lágrimas, que verte,
E agravam ao que expira a mágoa e enervação.
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Praz-me que a sós me fira o golpe inevitável,
Sem que me siga adeus, ou ai desolador;
Muita vida há ceifado a morte inexorável
Com fugaz sofrimento, ou sem nenhuma dor.
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Morrer! Alhures ir ... Aonde? Ao paradeiro
Para o qual tudo foi e onde tudo irá ter!
Ser, outra vez, o nada; o que já fui, primeiro
Que abrolhasse à existência e ao vivo padecer! ...
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Contadas do viver as horas de ventura
E as que, isentas da dor, do mundo hajam corrido,
Em qualquer condição, a humana criatura
Dirá: "Melhor me fora o nunca haver nascido!".
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Hölderlin
domingo, 22 de março de 2009
Fernando Pessoa - Balança de Minerva
«Falar é o modo mais simples de nos tornarmos desconhecidos. E esse modo imoral e hipócrita de falar a que se chama escrever, mais completamente nos vela aos outros e àquela espécie de outros a que a nossa inconsciência chama nós-próprios. Por isso, se escrever, no sentido de escrever para dizer qualquer cousa, é acto que tem um cunho de mentira e de vício, criticar as cousas escritas não deixa de ter um correpondente aspecto de curiosidade mórbida ou de futilidade perversa. E, quando a crítica é escrita também, requinta-se para repugnante a sua imoralidade essencial. Pega-se-lhe a doença do criticado - o facto de existir escrito.quarta-feira, 11 de março de 2009
Debate sobre existência de Deus
domingo, 8 de março de 2009
Pensar cansa
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Fernando Savater em "Convite à Ética"
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Michael Schudson no programa da TSF "pessoal e transmissível" de ontem
O Professor Universitário Michael Schudson, americano, sociólogo e historiador de jornalismo, foi ontem o convidado de Carlos Vaz Marques, e, para início da conversa, disse: o pior que pode acontecer aos jornalistas é a autocomplacência.sábado, 31 de janeiro de 2009
Santo Agostinho
in Confissões, 385.25.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Jonathan Haidt
domingo, 11 de janeiro de 2009
Goethe
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Sermão de Santo António aos peixes (excerto)
Vós, diz Cristo Senhor nosso, falando com os Pregadores, sois o sal da terra: e chama-lhe sal da terra, porque quer que façam na terra, o que faz o sal. O efeito do sal é impedir a corrupção, mas quando a terra se vê tão corrupta como está a nossa, havendo tantos nela que têm ofício de sal, qual será, ou qual pode ser a causa desta corrupção? Ou porque o sal não salga, ou porque a terra se não deixa salgar. Ou é porque o sal não salga, e os Pregadores não pregam a verdadeira doutrina; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes, sendo verdadeira a doutrina que lhe dão, a não querem receber. Ou é porque o sal não salga, e os Pregadores dizem uma coisa e fazem outra; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes querem antes imitar o que eles fazem, que fazer o que dizem. Ou é porque o sal não salga, e os Pregadores se pregam a si e não a Cristo; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes, em vez de servir a Cristo, servem a seus apetites. Não é tudo isto verdade? Ainda mal. (...)Padre António Vieira (1608-1697)
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Mário de Sá-Carneiro - "Além-Tédio"

domingo, 14 de dezembro de 2008
Nietzsche e o "inferno de Deus"
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Nietzsche - o que é um filósofo?
domingo, 23 de novembro de 2008
Homenagem a Lévi-Strauss e Merleau-Ponty
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Nietzsche - Máximas e Interlúdios
O sábio como astrónomo. - Enquanto sentires as estrelas como algo que está «por cima de ti», não possuis ainda o olhar de quem procura o conhecimento.Não é a intensidade dos sentimentos elevados que faz os homens superiores, mas a sua duração.
Em tempo de paz, o homem belicoso ataca-se a si próprio.
Quem se despreza a si próprio, mesmo assim não deixa de se respeitar como desprezador.
Quem, em prol da sua boa reputação, não se sacrificou já uma vez - a si próprio?
Na bonomia nada há de misantropia, mas, precisamente por isso, demasiado desprezo pelo homem.
Maturidade do homem: isto significa ter-se reencontrado a seriedade que se tinha nas brincadeiras da infância.
Ter-se vergonha da sua imoralidade: é um degrau na escada em cujo extremo se tem também vergonha da sua moralidade.
Devemo-nos despedir da vida como Ulisses se despediu de Nausica - mais abençoando-a do que apaixonado por ela.
Quando adestramos a nossa consciência, ela beija-nos ao mesmo tempo que nos morde.
Graças à música, as paixões aprazem-se a si próprias.
Uma vez tomada a decisão de não dar ouvidos mesmo ao melhor contra-argumento: sinal de carácter forte. Por conseguinte, uma ocasional vontade de se ser estúpido.
(in "Para Além do Bem e do Mal", Guimarães & C.ª Ed., Lisboa, 1978, págs.77/89)
sábado, 1 de novembro de 2008
A celebridade
domingo, 19 de outubro de 2008
Moral do "não fazer nem mal nem bem"
sábado, 13 de setembro de 2008
Sobre a morte
terça-feira, 26 de agosto de 2008
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Ler e não ler, segundo Henry Miller
domingo, 24 de agosto de 2008
sábado, 23 de agosto de 2008
terça-feira, 5 de agosto de 2008
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Servidões antigas e novas
Devido ao facto de as mulheres e os escravos pertencerem a um só grupo e viverem juntos, e de nenhuma mulher, nem mesmo a esposa do chefe da casa, viver entre os seus iguais - outras mulheres livres - dá-nos a noção de que a posição social dependia muito menos do nascimento do que da ocupação ou função. Esta ideia está patente no livro de H. Wallon, Histoire de l'esclavage dans l'antiquité, I, p. 77 segs (1847), que fala de uma "confusion des rangs, ce partage de toutes les fonctions domestiques": "Les femmes... se confondaient avec leurs esclaves dans les soins habituels de la vie intérieure. De quelque rang qu'elles fussent, le travail était leur apanage, comme aux hommes la guerre".
