sábado, 30 de maio de 2009
"Olhares Europeus sobre Fernando Pessoa" - Seminário Internacional
sábado, 23 de maio de 2009
Direito e Avesso - livro?
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Bernard-Henri Lévy - Apartheid dourado para os velhos?
sábado, 2 de maio de 2009
Miguel de Unamuno - "a dor como caminho para a consciência de si"
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Rainer Maria Rilke - citação
Rilke (Maio de 1926)
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terça-feira, 21 de abril de 2009
I. Kant - citação
De mim não aprendereis filosofia, mas antes como filosofar, não aprendereis pensamentos para repetir, mas antes como pensar.Epicteto - citação
sábado, 11 de abril de 2009
Lord Byron - "Eutanásia"
Quando o tempo me houver trazido esse momento,Do dormir, sem sonhar que, extremo, nos invade,
Em meu leito de morte ondule,
Esquecimento,
De teu subtil adejo a langue suavidade!
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Não quero ver ninguém ao pé de mim carpindo,
Herdeiros, espreitando o meu supremo anseio;
Mulher, que, por decoro, o coma desparzindo,
Sinta ou finja que a dor lhe estará rasgando o seio.
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Desejo ir em silêncio ao fúnebre jazigo,
Sem luto oficial, sem préstito faustoso.
Receio a placidez quebrar de um peito amigo,
Ou furtar-lhe, sequer, um breve espaço ao gozo.
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Só amor logrará (se nobre à dor se esquive,
E consiga, no lance, inúteis ais calar),
No que se vai finar, na que lhe sobrevive,
Pela vez derradeira, o seu poder mostrar.
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Feliz se essas feições, gentis, sempre serenas,
Contemplasse, até vir a triste despedida!
Esquecendo talvez, as infligidas penas,
Pudera a própria Dor sorrir-te, alma querida.
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Ah! Se o alento vital se nos afrouxa, inerte,
A mulher para nós contrai o coração!
Iludem-nos na vida as lágrimas, que verte,
E agravam ao que expira a mágoa e enervação.
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Praz-me que a sós me fira o golpe inevitável,
Sem que me siga adeus, ou ai desolador;
Muita vida há ceifado a morte inexorável
Com fugaz sofrimento, ou sem nenhuma dor.
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Morrer! Alhures ir ... Aonde? Ao paradeiro
Para o qual tudo foi e onde tudo irá ter!
Ser, outra vez, o nada; o que já fui, primeiro
Que abrolhasse à existência e ao vivo padecer! ...
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Contadas do viver as horas de ventura
E as que, isentas da dor, do mundo hajam corrido,
Em qualquer condição, a humana criatura
Dirá: "Melhor me fora o nunca haver nascido!".
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Hölderlin
domingo, 22 de março de 2009
Fernando Pessoa - Balança de Minerva
«Falar é o modo mais simples de nos tornarmos desconhecidos. E esse modo imoral e hipócrita de falar a que se chama escrever, mais completamente nos vela aos outros e àquela espécie de outros a que a nossa inconsciência chama nós-próprios. Por isso, se escrever, no sentido de escrever para dizer qualquer cousa, é acto que tem um cunho de mentira e de vício, criticar as cousas escritas não deixa de ter um correpondente aspecto de curiosidade mórbida ou de futilidade perversa. E, quando a crítica é escrita também, requinta-se para repugnante a sua imoralidade essencial. Pega-se-lhe a doença do criticado - o facto de existir escrito.quarta-feira, 11 de março de 2009
Debate sobre existência de Deus
domingo, 8 de março de 2009
Pensar cansa
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Fernando Savater em "Convite à Ética"
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Michael Schudson no programa da TSF "pessoal e transmissível" de ontem
O Professor Universitário Michael Schudson, americano, sociólogo e historiador de jornalismo, foi ontem o convidado de Carlos Vaz Marques, e, para início da conversa, disse: o pior que pode acontecer aos jornalistas é a autocomplacência.sábado, 31 de janeiro de 2009
Santo Agostinho
in Confissões, 385.25.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Jonathan Haidt
domingo, 11 de janeiro de 2009
Goethe
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Sermão de Santo António aos peixes (excerto)
Vós, diz Cristo Senhor nosso, falando com os Pregadores, sois o sal da terra: e chama-lhe sal da terra, porque quer que façam na terra, o que faz o sal. O efeito do sal é impedir a corrupção, mas quando a terra se vê tão corrupta como está a nossa, havendo tantos nela que têm ofício de sal, qual será, ou qual pode ser a causa desta corrupção? Ou porque o sal não salga, ou porque a terra se não deixa salgar. Ou é porque o sal não salga, e os Pregadores não pregam a verdadeira doutrina; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes, sendo verdadeira a doutrina que lhe dão, a não querem receber. Ou é porque o sal não salga, e os Pregadores dizem uma coisa e fazem outra; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes querem antes imitar o que eles fazem, que fazer o que dizem. Ou é porque o sal não salga, e os Pregadores se pregam a si e não a Cristo; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes, em vez de servir a Cristo, servem a seus apetites. Não é tudo isto verdade? Ainda mal. (...)Padre António Vieira (1608-1697)
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Mário de Sá-Carneiro - "Além-Tédio"

domingo, 14 de dezembro de 2008
Nietzsche e o "inferno de Deus"
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Nietzsche - o que é um filósofo?
domingo, 23 de novembro de 2008
Homenagem a Lévi-Strauss e Merleau-Ponty
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Nietzsche - Máximas e Interlúdios
O sábio como astrónomo. - Enquanto sentires as estrelas como algo que está «por cima de ti», não possuis ainda o olhar de quem procura o conhecimento.Não é a intensidade dos sentimentos elevados que faz os homens superiores, mas a sua duração.
Em tempo de paz, o homem belicoso ataca-se a si próprio.
Quem se despreza a si próprio, mesmo assim não deixa de se respeitar como desprezador.
Quem, em prol da sua boa reputação, não se sacrificou já uma vez - a si próprio?
Na bonomia nada há de misantropia, mas, precisamente por isso, demasiado desprezo pelo homem.
Maturidade do homem: isto significa ter-se reencontrado a seriedade que se tinha nas brincadeiras da infância.
Ter-se vergonha da sua imoralidade: é um degrau na escada em cujo extremo se tem também vergonha da sua moralidade.
Devemo-nos despedir da vida como Ulisses se despediu de Nausica - mais abençoando-a do que apaixonado por ela.
Quando adestramos a nossa consciência, ela beija-nos ao mesmo tempo que nos morde.
Graças à música, as paixões aprazem-se a si próprias.
Uma vez tomada a decisão de não dar ouvidos mesmo ao melhor contra-argumento: sinal de carácter forte. Por conseguinte, uma ocasional vontade de se ser estúpido.
(in "Para Além do Bem e do Mal", Guimarães & C.ª Ed., Lisboa, 1978, págs.77/89)
