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quarta-feira, 21 de março de 2012

W. B. Yeats: Quando fores velha


Quando fores velha, grisalha, vencida pelo sono,
Dormitando junto à lareira, toma este livro,
Lê-o devagar, e sonha com o doce olhar
Que outrora tiveram teus olhos, e suas sombras profundas;

Muitos amaram os momentos de teu alegre encanto,
Muitos amaram essa beleza com falso ou sincero amor,
Mas apenas um homem amou tua alma peregrina,
E amou as mágoas do teu rosto que mudava;

Inclinada sobre o ferro incandescente,
Murmura, com alguma tristeza, como o Amor te abandonou
E em largos passos galgou as montanhas
Escondendo o rosto numa imensidão de estrelas.

W. B. Yeats  

in Poemas, Assírio & Alvim, Colecção Gato Maltês, Lisboa, 1988, p. 17, trad. de José Agostinho Baptista

terça-feira, 13 de março de 2012

W. B. Yeats: Com o tempo a sabedoria

 
Embora muitas sejam as folhas, a raiz é só uma;
Ao longo dos enganadores dias da mocidade,
Oscilaram ao sol minhas folhas, minhas flores;
Agora posso murchar no coração da verdade.


W. B. Yeats (13/06/1865 - 28/01/1939)

in Poemas, Assírio & Alvim, Colecção Gato Maltês, Lisboa, 1988, p. 37